quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sensibilidade que dói

O sentimento de hoje é uma certa solidariedade, quase piedade pelos menos afortunados. A vida não é justa para ninguém. Enquanto grande parte da humanidade tem problemas por obesidade, há uma outra parte que sofre por fome e desnutrição. Algumas crianças são cuidadas com zelo, carinho e atenção pela família ao ponto de se tornarem mimadas e outras sobrevivem nos orfanatos sem o mínimo afeto necessário para que se possa formar um adulto saudável. A injustiça está presente não só entre nós, humanos. Também entre os animais. Existem os "cachorrinhos de madames" com lacinhos, veterinários e até, pasmem, festas de aniversário. E existem os vira-latas, sarnentos, cheios de feridas e pulgas por todo o corpo, chutados e enxotados por todos enquanto procuram restos de alimentos nas latas de lixo (encontramos humanos fazendo isso também). Até no mundo vegetal a injustiça se faz presente. Algumas plantinhas são muito bem cuidadas em vasos e jardins, com direito a adubos, aplicação de substâncias químicas para matar as pragas, etc. Outras sobrevivem em solos secos sob um sol impiedoso e sem regas. Assim é a vida. A constatação dessas diferenças de sorte me é extremamente dolorosa.  As pessoas se revestem de indiferença para não sofrer. O texto de hoje vai assim. Em um único parágrafo. de uma vez só. E para ilustrar, acrescento aqui uma imagem de animal sofrido.

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